Banda Marcial de Fermentelos - Banda Filarmónica
Banda Marcial de Fermentelos

A Banda Marcial de Fermentelos, Filarmónica Fermentelense, Banda Velha ou “Rambóia” como é carinhosamente conhecida na sua terra, foi fundada em 1868 pelo Padre Alexandre Moreira da Silva Vidal, com atividade ininterrupta.

Realizou a sua primeira festividade “fora de portas” a 13 de Junho de 1870 em honra de Santo António, na vizinha freguesia de Óis da Ribeira, tendo, a partir daí, espalhado a sua música por todo o país, participando em diversos dos mais importantes festivais, festas religiosas e outros certames onde adquiriu o elevado estatuto musical que hoje lhe é reconhecido.

Do brilhantíssimo palmarés que conquistou nestes 156 anos de atividade ininterrupta, apraz-nos recordar as participações em célebres certames musicais que, regularmente se realizavam nos anos 30 a 50 em todo o distrito de Aveiro.

Participou inúmeras vezes em festivais organizados pela então designada FNAT- Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho, ficando célebres as atuações realizadas em Coimbra, Aveiro e Porto. Deixaram, também, grata recordação os concertos no Pavilhão dos Desportos em Lisboa, integrados na semana de Águeda.

Para isto contribui o interesse e a qualidade das camadas jovens que compõem esta banda, que partindo da sua escola de música procuraram outra formação em Conservatórios, Escolas Profissionais e Universidades nacionais e estrangeiras, tendo surgido grandes valores, que hoje servem escolas de música por todo o país como docentes; Orquestras Sinfónicas, Bandas Militares, sendo rara a que não incorpora elementos da nossa banda; e toda uma vasta gama de agrupamentos musicais de elevado nível com os quais colaboram.

A Banda oferece uma vasta gama de repertório, desde o mais tradicional, incluindo marchas, rapsódias e transcrições de orquestra, até obras contemporâneas para banda, algumas das quais exclusivamente compostas para a instituição.

Tem-se feito representar também no estrangeiro, nomeadamente em Espanha e França, sempre com sucesso e muitos aplausos, nomeadamente no Parlamento Europeu, em Estrasburgo em Maio de 2000.
Em Maio de 2006, participou no 1º Concurso Internacional de Vila Franca de Xira, num total de 37 bandas, tendo-se classificado em 3º lugar na Categoria I.

Foi selecionada para participar no Ciclo de Concertos nas mais prestigiadas Salas e Auditórios da zona centro, intitulado “Bandas em Concertos”, organizado pela Delegação Regional de Cultura do Centro, com concertos na Casa da Cultura de Stª Comba Dão, Cineteatro S. Pedro e CAE – Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz e Teatro José Lúcia da Silva, Leiria.

Atuou na sala Suggia da Casa da Música no Porto a convite do seu Diretor Artísticos, no Ciclo de Concertos “Ao meio-dia”, sendo a primeira banda filarmónica a atuar em sala tão conceituada.
Participou em Julho deste ano na 123ª edição do Certâmen Internacional de Bandas de Música de Valência, onde na Categoria II arrecadou o 2ª Prémio.

Do historial da Banda Marcial de Fermentelos constam já 9 registos Discográficos, “Banda Velha” (1999), “Rambóia” (2000), “Marcial de Fermentelos” (2005), “The Music Of Luís Cardoso” (2007), “Alma – Cantata Profana” (2008), “123º Certamen de Bandas de Musica de Valencia” (2009), “Honoris Causa” (2011), “Flores de Papel”, “1868” (2018) e “Vila da Música” (2023) respetivamente.
Em novembro de 2023 levou a palco do CCA – Centro de Artes de Águeda o espetáculo Músicas do Mundo, um concerto que nos moveu a viajar por diversos estilos musicais na voz inconfundível de Maria João e o piano Mário Laginha.

Já em 2024 regressou ao palco do CCA – Centro de Artes de Águeda, para concerto intitulado Cantar a Liberdade, concerto de evocação dos 50 anos da Liberdade e Democracia através da recriação de emblemáticos cancões dos cantautores da Revolução de Abril de 1974, bem como dos compositores de intervenção, não poderia de subir a palco, nomeadamente Fernando Lopes Graça e Joly Braga Santos, este último com a efeméride das comemorações do centenário do seu nascimento, com obras coral-sinfónicas, com a participação do Coro Sinfónico Inês de Castro, bem como de António Eustáquio em Guitarra Portuguesa.

Concerto replicado em Coimbra a 26 de Novembro no TAGV – Teatro Académico Gil Vicente, na programação “Dentro de to, ó cidade – Ecos de Abril” com a participação do Coro Sinfónico Inês de Castro, bem como de Guilherme Catela em Guitarra Portuguesa.

O programa das suas atividades culturais vem sendo sucessivamente reconhecido desde 2008 pelo Ministério da Cultura, pelo seu interesse cultural, para efeitos de Mecenato Cultural.
Atualmente a sua formação habitual é composta por cerca de 65 elementos, sendo desde Outubro de 2009 seu director artístico e maestro titula Hugo Oliveira.